TRIGO ESPELTA, O TRIGO ANCESTRAL

Adriana Arruda Aranha

Trigo Espelta (Triticum spelta)

Também conhecido como trigo vermelho é considerado o ancestral do trigo moderno.
Muito consumido durante a Idade do Bronze e Idade média, após aquele período
começa a ser substituído pelo trigo mole (Triticum aestivum).
O fato do Trigo Espelta ter sido deixado de lado durante tanto tempo fez também com
que ele tenha sido menos modificado geneticamente no decorrer deste período. É
provavelmente o trigo mais próximo de sua origem genética, com menor manipulação
humana.

O Trigo Espelta possui uma quantidade menor de glúten, embora não haja estudos que
comprovem cientificamente, mas o que se observa é que o pão feito com o Trigo
Espelta é de fácil digestão, além de possuir um aroma e sabor inigualáveis.
Segundo matéria do site português Vida Rural “… um estudo publicado em 2005,
no Journal of Agriculture and Food Chemistry, conclui que as vantagens de utilização
do trigo espelta em comparação ao trigo mole estão relacionadas com três factores: a)
rácio ácidos gordos insaturados: ácido palmítico superior; b) concentrações superiores
(entre 30 a 60%) de ferro, zinco, cobre, magnésio e fósforo; c) menor teor em
potássio.”(*).

O Trigo Espelta é pouco conhecido e pouco utilizado aqui no Brasil, mas vale a pena
experimentar.

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Bibliografia:
GISSLEN, Wayne. Panificação confeitaria profissionais. Prefácio de André J. Cointreau; tradução Elisa
Duarte Teixeira. Barueri, SP: Manole, 2011. ISBN 978-85-204-2850-4
Ignoramus
(http://ignoramus.pt/espelta-o-trigo-rustico/) acesso em 15 set 2018
(*) Vida Rural
(http://vidarural.pt/insights/espelta-trigo-selvagem/) acesso em 15 set 2018